identifier	taxonID	type	CVterm	format	language	title	description	additionalInformationURL	UsageTerms	rights	Owner	contributor	creator	bibliographicCitation
6D4D7439FFECC04AFF72C2ED905039A0.text	6D4D7439FFECC04AFF72C2ED905039A0.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Leucoptera coffeellum (Guerin-Meneville)	<div><p>▶ Bicho mineiro</p> <p>Leucoptera coffeellum (Guérin-Menéville) (Lepidoptera: Lyonetiidae).</p> <p>Sua ocorrência está fortemente ligada aos fatores meteorológicos. Quando ocorrem veranicos longos, os estragos feitos pelo bicho mineiro é muito grande, a ele sendo atribuídos a queda excessiva de folhas. Em anos de secas, as infestações têm sido especialmente altas.</p> <p>Obicho mineiro á a lagarta branca, cujo adulto é uma mariposa pequena, que fica alojada no baixeiro da planta, voando quando as folhas da saia são agitadas. Amariposa coloca os ovos na página superior da folha (28 a 50 ovos/fêmea) e a lagartinha assim que eclode (± 5 dias de incubação), penetra através da cutícula e se aloja no “parênquima”, de cujos tecidos se alimenta. Ao completar o desenvolvimento (10 a 40 dias) a lagarta abandona a galeria em que viveu e prendendo-se em fios de seda procura empupar em folhas mais próximas do solo (5 a 40 dias para a emergência). Produzem até 7 gerações por ano, com um ciclo total de 20-30 dias (verão) e 40-45 dias (inverno).</p> <p>Os surtos de bicho mineiro ocorridos em 1972/73 e 1973/74 foram referidos por AMANTE et al. (1974), como sendo causados por um desequilíbrio ecológico que favoreceu o aumento populacional do lepidóptero. Oefeito colateral dos fungicidas cúpricos foi demonstrado em Minas Gerais e São Paulo por PAULINI et al. (1976) e MARCONATO et al. (1976), respectivamente. GRAVENA (1983) observou que 82% das folhas com lesões da praga caem antecipadamente àquelas sem lesão. GRAVENA (1984), comprovou também o favorecimento populacional do bicho mineiro face às pulverizações de fungicidas cúpricos, sugerindo a redução de pulverizações dos mesmos e adotando-se inseticidas seletivos para o controle do bicho mineiro.</p> <p>Nos anos normais, com quedas regulares de chuvas durante o inverno, não existe o problema do bicho mineiro. Nos anos de seca quando sua ocorrência é mais grave, ocorre maior queda de folhas, principalmente devido ao déficit hídrico, tendendo as plantas a liberarem as folhas (reservas nutricionais da planta) que estão contribuindo menos com a fotossíntese (no caso folhas danificadas pelo bicho mineiro).</p> <p>Existem muitos inseticidas disponíveis no mercado para o controle por pulverizações foliares, mas salvaguardando o custobenefício, a preferência por inseticidas granulados sistêmicos, que controlem simultaneamente bicho mineiro e ferrugem, reduzindo a população de cigarras é uma opção em várias localidades, sendo prejudicado em áreas onde o bicho mineiro ocorre tardiamente (Maio- Agosto).</p></div> 	https://treatment.plazi.org/id/6D4D7439FFECC04AFF72C2ED905039A0	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Scarpellini, José Roberto	Scarpellini, José Roberto (2001): Manejo De Pragas Na Cultura Do Cafeeiro. In: Scarpellini, J. R., Ramiro, Z. A., Santos, A. S. dos, Silva, G. A. de Paula, Bergamashi, M. (Eds): Proceedings of IV REUNIÃO ITINERANTE DE FITOSSANIDADE DO INSTITUTO BIOLÓGICO e V ENCONTRO SOBRE DOENÇAS E PRAGAS DO CAFEEIRO. Ribeirão Preto, SP, Brasil: 59-72, DOI: http://doi.org/10.5281/zenodo.10076712
6D4D7439FFEAC056FF72C4439212390E.text	6D4D7439FFEAC056FF72C4439212390E.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Hypothenemus hampei (Ferrari 1867)	<div><p>▶ Broca do café</p> <p>Hypothenemus hampei (Ferrari, 1867) (Coleoptera: Scolytidae).</p> <p>Ahistória de broca do café H. hampei começa em 1913 quando o então diretor do Instituto Agronômico alertou sobre a possibilidade da entrada da broca, principal praga do cafeeiro em outros países, com a importação direta de mudas pelos fazendeiros (BERTHET, 1913). Em 1924 é anunciado pela imprensa a entrada da praga fatal e é constituída uma comissão para debelação da praga cafeeira, que vai fazer importantes investigações sobre o assunto e em 1927 é transformada no Instituto Biológico de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, hoje Instituto Biológico de São Paulo (BATISTA FILHO, 1988).</p> <p>De acordo com GALLO et al. (1988) o adulto da broca do café é um besourinho preto luzidio; medindo a fêmea cerca de 1,65 mm de comprimento por 0,73 mm de largura. Omacho é menor e possui cerca de 1,18 mm de comprimento por 0,73 mm de largura. Ocorpo é subcilíndrico, ligeiramente recurvado para frente. Os élitros possuem cerdas e escamas filiformes. Os machos não voam e não deixam nunca os frutos onde se originaram. Arazão sexual é de 1 macho para cada 10 fêmeas. Afêmea após o acasalamento perfura o fruto, geralmente na região da coroa e começa a construir uma galeria desagregando pequenas partículas da estrutura da casca. REIS &amp; SOUZA (1986) afirmam que não se deve confundir a broca, com a falsa broca H. obscurus (FABRICIUS, 1801) que possui cerdas espatuladas, mais largas e com cinco a seis estrias longitudinais. Afalsa broca alimenta-se somente da polpa do fruto bem seca, não atingindo os cotilédones, não se constituindo uma praga. É relatado também casos de ataque de broca em armazenamento e até em frutos guardados no refrigerador.</p> <p>OLIVEIRA FILHO (1927) relacionou o ataque da broca em diversos estágios de desenvolvimento dos frutos de café, afirmando que o ataque da broca no estágio “Chumbinho” (2-4 mm) de Ø, 3 meses após as floradas gerais ou parciais com conteúdo quase líquido, é sempre na coroa e em geral são abandonados logo que o inseto chega ao líquido. Aos quatro meses os cotilédones ainda não estão formados e quase líquidos, atacado, não se desenvolvem. Com cinco meses o pergaminho está formado e a galeria é terminada onde é feita a oviposição ou de onde emigram para outro fruto. BENASSI (1989) afirma que o estágio preferido pela fêmea da broca para perfuração é o “verdolengo”, isto é, quando o fruto começa a ficar colorido, os frutos verdes passam a tomar cor de maduros.</p> <p>Quando o café é beneficiado aparecem 3 categorias de café: a de grãos perfeitos ou sãos, a de broqueados, em mistura com os primeiros e o café escolha. Além dessas categorias, que implicam em perfeição ou em defeitos do lote considerado, há que ser levada em conta, uma quarta categoria, parte do café que foi destruída, que desaparece e determina perda de peso ocasionada pela broca. Quando o grau de infestação é muito alto, diminui a porcentagem de grãos perfeitos e aumenta a de grãos inteiros, porém perfurados, a de café escolha é a de grãos quebrados.</p> <p>Do ponto de vista comercial, o café broqueado entra com grande parcela da responsabilidade na inferiorização do tipo, portanto, na depreciação comercial, pois cinco grãos perfurados constituem um defeito. Aproporção sexual é de um macho para 9,75 fêmeas. Afêmea penetra no fruto abrindo uma galeria, cujo inicio ou orifício de penetração normalmente esta na coroa ou disco do fruto. Atingida a semente, a galeria é alargada em câmara piriforme, na qual são postos os ovos.</p> <p>Operíodo de incubação varia de 4 a 16 dias (com média de 7,6 dias). Alarva atinge o completo desenvolvimento de 9 a 20 dias (13,8 dias em media) e o período pupal é de 4 a 10 dias (com média de 6,3 dias). Afecundidade média é de 74,1 ovos, com variação de 31 a 119 ovos. Alongevidade média dura 156,6 dias, com variação de 81 a 282 dias. Durante um ano, formam-se 7 gerações durante o período de produção (Novembro/Dezembro) e (Julho/Agosto) desenvolvendo-se 4 a 5 gerações do inseto.</p> <p>Oataque aos frutos novos tem inicio a partir de outubro, dependendo do grau de desenvolvimento desses frutos. Oataque inicial é mais intenso ou mais acentuado, de acordo com a população existente no cafezal, abrigada nos frutos velhos da safra anterior. Essa população, representada pôr numero maior ou menor de indivíduo, desde que controlada ou determinada pelos seguintes fatores: Quantidade de frutos velhos da safra anterior, intensidade da queda pluvial durante os meses de inverno e intensidade da infestação da safra anterior.</p> <p>As chuvas precoces de Julho-Setembro, quando ocorrem, umedecem os frutos velhos, permitindo a reprodução a partir dessa época. Os cafeeiros beneficiados pelas boas condições florescem mais cedo. Quando os frutos atingem o grau de ‘’verdolengo-granados’’ a população de brocas, formada pelos indivíduos remanescentes da safra anterior é intensificada pela reprodução no início da nova frutificação, é grande, sendo o ataque inicial intenso. Nestas condições, a infestação será elevada em Novembro/Dezembro. Ao contrário, faltando chuva até Outubro/Novembro, a população para ataque inicial é pequena, formada apenas pelos indivíduos que conseguiram transpor os meses de entre- safra, abrigados nos frutos velhos. Esta condição repetida por vários anos seguidos faz com que a infestação da broca não chegue a tornar-se elevada. Para reduzir a infestação no inicio de cada frutificação são recomendadas algumas medidas, como por exemplo, o repasse, cujo objetivo é reduzir a população na entre - safra e no inicio da frutificação.</p> <p>Atualmente o combate da broca é feito somente com produtos como Thiodan CE e Lorsbam 480 BR, quando a infestação está em torno de 3 a 5 % dos frutos. Outras aplicações podem ser necessárias e normalmente são determinadas pela queda das chuvas. THOMAZIELLO et al. (1996) recomendam duas a três pulverizações de endosulfan no período de trânsito (Outubro a dezembro), seguindo antigas recomendações, logo do aparecimento da praga. GALLO et al. (1988) recomendam aplicação com nível de infestação de 3-5% de frutos broqueados. Também REIS &amp; SOUZA (1986) recomendam de 3 a 5% de infestação para iniciar o controle da broca com os produtos disponíveis no mercado (endosulfan e clorpirifós, apenas), mas ressalvando que esse nível pode ser mutável dependendo do preço do café e do custo do controle na época.</p> <p>JACOBSEN et al. (1997) estudaram em laboratório a morfologia e fisiologia de populações resistentes a cyclodienos, verificando grande sobrevivência em linhagens resistentes ao endosulfan.</p></div> 	https://treatment.plazi.org/id/6D4D7439FFEAC056FF72C4439212390E	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Scarpellini, José Roberto	Scarpellini, José Roberto (2001): Manejo De Pragas Na Cultura Do Cafeeiro. In: Scarpellini, J. R., Ramiro, Z. A., Santos, A. S. dos, Silva, G. A. de Paula, Bergamashi, M. (Eds): Proceedings of IV REUNIÃO ITINERANTE DE FITOSSANIDADE DO INSTITUTO BIOLÓGICO e V ENCONTRO SOBRE DOENÇAS E PRAGAS DO CAFEEIRO. Ribeirão Preto, SP, Brasil: 59-72, DOI: http://doi.org/10.5281/zenodo.10076712
6D4D7439FFF6C057FF78C7D190A63A1A.text	6D4D7439FFF6C057FF78C7D190A63A1A.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Quesada gigas (Olivier 1790)	<div><p>▶ Cigarras-do-cafeeiro –</p> <p>Quesada gigas;</p> <p>Fidicina pronae, Dorisiana drewsani, Carineta fasciculata</p> <p>As cigarras do cafeeiro são insetos que apresentam diversas fases em seu ciclo de desenvolvimento (GALLO et al., 1978; SOUZA et al., 1983 e NAKANO et al., 1981), causando prejuízo pela contínua sucção de seiva nas raízes das plantas, ocasionando o definhamento progressivo das lavouras, com queda prematura de folhas, “envaretamento” e principalmente decréscimo acentuado na produção. MARTINELLI &amp; ZUCCHI (1997) relatam que as cigarras do cafeeiro, no Brasil, estão registradas para os estados de minas Gerais, São Paulo e Paraná, onde tem causado sérios problemas à cultura. Relatam ainda que as principais espécies pertencem aos gêneros: Quesada, Carineta, Dorisiana e Fidicimna.</p> <p>Com o início do periodo chuvoso, a maioria das regiões cafeeiras do Brasil, especialmente Sul de Minas Gerais e Alta Mogiana/SP é infestada por cigarras. Elas passam a maior parte de sua vida no solo e são percebidas pelo agricultor no momento da emergência do adulto, pelo seu canto estridente. SOUZA et al. (1984) afirmam que o cafeeiro pode suportar uma infestação de aproximadamente 35 ninfas de Quesada gigas por cova, devendo ser considerado este nível na tomada de decisão para que seja efetuado o controle químico. Uma das primeiras recomendações para o controle da praga foi feito por FONSECA &amp; ARAÚJO (1939) que preconizaram o uso do bissulfeto de carbono e tetracloreto de carbono.</p> <p>HEINRICH &amp; PUPPIN NETO (1967) mostraram em seus estudos alta porcentagem de redução de ninfas móveis de cigarras pelos inseticidas sistêmicos Forate a 5% (50 e 100g p.c./cova) e dissulfoton a 2,5% (75 e 100g p.c./cova). Vários outros ensaios realizados posteriormente, visando conhecer a eficiência de doses, tipos de formulações e modos de aplicação de inseticidas sistêmicos (DÀNTONIO &amp; LUZIN, 1981; DÀNTONIO &amp; PAULA, 1980; DÀNTONIO &amp; DAMATO NETO, 1986; e ZANBOM et al., 1981).</p></div> 	https://treatment.plazi.org/id/6D4D7439FFF6C057FF78C7D190A63A1A	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Scarpellini, José Roberto	Scarpellini, José Roberto (2001): Manejo De Pragas Na Cultura Do Cafeeiro. In: Scarpellini, J. R., Ramiro, Z. A., Santos, A. S. dos, Silva, G. A. de Paula, Bergamashi, M. (Eds): Proceedings of IV REUNIÃO ITINERANTE DE FITOSSANIDADE DO INSTITUTO BIOLÓGICO e V ENCONTRO SOBRE DOENÇAS E PRAGAS DO CAFEEIRO. Ribeirão Preto, SP, Brasil: 59-72, DOI: http://doi.org/10.5281/zenodo.10076712
6D4D7439FFF7C054FF72C4FD93DE38D4.text	6D4D7439FFF7C054FF72C4FD93DE38D4.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Chiromiza vittata Wiedmann 1820	<div><p>▶ Mosca da-raíz</p> <p>Chiromiza vittata Wiedmann, 1820 (Diptera: Stratiomyidae)</p> <p>A mosca-da-raíz do cafeeiro Chiromyza vittata é uma praga que está presente em inúmeras lavouras de café adultas de minas Gerais, São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeio,e Paraná (D’ANTONIO, 1991). O ‘status’ taxonômico da mosca-das-raízes foi realizado por PUJOL-LUZ &amp; VIEIRA (2000) descrevendo a espécie C. vittata. Sua constatação deu- se em meados de 1986, no município de Oliveira, região de Campos Vertentes, em Minas gerais, através da presença de uma grande quantidade de larvas do inseto no sistema radicular de cafeeiros (SOUZA &amp; REIS, 1989). Suas larvas mastigadoras podem ser encontradas em grande número/cova infestadas, alimentando-se das raízes das plantas, perfurando as mais grossas (porta de entrada para patógenos) e consumindo as radicelas, mais importantes, pois são as absorventes. Dessa forma, os cafeeiros definham, não respondendo normalmente aos tratos culturais realizados, prejudicando a produção dos cafeeiros. O controle químico tem sido ineficiente.</p> </div>	https://treatment.plazi.org/id/6D4D7439FFF7C054FF72C4FD93DE38D4	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Scarpellini, José Roberto	Scarpellini, José Roberto (2001): Manejo De Pragas Na Cultura Do Cafeeiro. In: Scarpellini, J. R., Ramiro, Z. A., Santos, A. S. dos, Silva, G. A. de Paula, Bergamashi, M. (Eds): Proceedings of IV REUNIÃO ITINERANTE DE FITOSSANIDADE DO INSTITUTO BIOLÓGICO e V ENCONTRO SOBRE DOENÇAS E PRAGAS DO CAFEEIRO. Ribeirão Preto, SP, Brasil: 59-72, DOI: http://doi.org/10.5281/zenodo.10076712
